Guia da Reforma Tributária: entenda o que vai mudar para 2026

A nova Reforma Tributária de 2026 já entrou em vigor oficialmente, após anos de debates, análises e regulamentações.

Neste ano, o novo sistema tributário terá como objetivo simplificar a cobrança de tributos e torná-la mais justa, especialmente para empreendedores.

As primeiras mudanças começam a ser aplicadas já nesse período de transição, preparando o terreno para a substituição gradual dos impostos atuais e a implantação dos novos modelos de cobrança.

Neste conteúdo, você vai entender mais sobre a substituição de tributos, como isso vai impactar no futuro de empreendedores e as novas mudanças.

Nova reforma tributária

A reforma tributária foi aprovada em 2023, por meio da promulgação da Emenda Constitucional regulamentada pela Lei Complementar nº 214/2025.

Com isso, inicia-se um novo cenário para a cobrança de tributos no Brasil, trazendo mais simplicidade e justiça após décadas de um sistema marcado pela cumulatividade.

Para as empresas, essa mudança representa alívio na carga tributária. Afinal, é o fim de diversos impostos sobrepostos e a possibilidade de aproveitar mais créditos, tornando a operação financeira mais eficiente e sustentável.

E já para janeiro do próximo ano, o novo modelo de tributação também vai exigir mais conhecimento dos empresários e contabilidade para entender a transição do novo modelo.

Enfim, vamos ver a seguir a primeira mudança que você precisa estar atento!

CBS e IBS

Basicamente, o CBS será a união e substituição dos impostos PIS e COFINS. Já o IBS substituirá o ICMS e o ISS.

Ou seja, o que antes era dividido em quatro tributos diferentes passará a ser concentrado em apenas dois campos com a nova Reforma Tributária.

Um dos principais motivos para essa mudança é tornar o sistema mais eficiente e eliminar a cumulatividade.

Com o CBS e o IBS, o imposto pago na etapa anterior gera créditos para a etapa seguinte, o que reduz o efeito cascata e traz mais transparência para o cálculo tributário.

Portanto, no início no ano, o governo passou a cobrar o imposto no destino, ou seja, no local de consumo, e não mais na origem do produto ou serviço.

Lembrando que, no próximo ano (2027), as alíquotas do CBS e do IBS serão de 0,9% e 0,1%, respectivamente.

Outro ponto importante é a atualização do sistema emissor de notas fiscais. 

Ou seja, os novos campos de IBS e CBS já estão em vigor, e o contribuinte deverá informar corretamente esses tributos. 

Portanto, mesmo com a flexibilização inicial, permanece a obrigação de seguir a legislação e destacar os novos impostos conforme as regras estabelecidas.

Quais são as próximas mudanças?

Em 2027, a Reforma Tributária trará novas alterações importantes que vão completar a transição para o novo sistema. 

Além da extinção definitiva do PIS e do COFINS, entra em cena o Imposto Seletivo, um tributo criado para incidir sobre produtos e serviços considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente.

Trata-se de uma etapa essencial da reforma, pois ajusta a carga tributária sobre setores específicos e contribui para a reorganização do sistema. 

A seguir, mostramos como o Imposto Seletivo funciona e quais atividades ele pode impactar.

Imposto Seletivo

Em 2027, o Imposto Seletivo (IS) substituirá o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados).

Lembrando que ele seguirá valendo apenas para produtos e serviços considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente, como cigarros, bebidas alcoólicas e atividades de extração mineral.

O objetivo desse imposto é desestimular o consumo desses itens e, ao mesmo tempo, reforçar a arrecadação em setores específicos.

Com isso, empresas que atuam nessas áreas precisarão revisar preços, margens e estratégias para se adequar às novas regras da Reforma Tributária.

Concluindo…

Enfim, a Reforma Tributária de 2026 traz uma série de mudanças estruturais que exigirão adaptação das empresas ao longo dos próximos anos. 

A transição para o CBS e o IBS, além da criação do Imposto Seletivo, exige atenção às novas regras, atualização de sistemas e revisão das rotinas fiscais.

Embora o processo inicial possa gerar dúvidas e ajustes, entender as etapas da implementação é essencial para evitar erros.

E claro, também de manter a regularidade fiscal e planejar o impacto dos novos tributos no fluxo financeiro da empresa.

Corintiano Contabilidade

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