Lucro real e presumido: quais são as diferenças?

Muitas pessoas sonham em ser empresários. Mas para exercer a profissão, é preciso entender diversos detalhes e complexidades, como o lucro real e presumido.

Afinal, além de ser um fator decisivo para o futuro da empresa, é uma forma estratégica de otimizar o fluxo de caixa e ter uma margem segura.

Neste artigo, veja quais são as características de cada um dos regimes tributários e as principais diferenças.

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Características de cada um

No Lucro Real, a base de cálculo do IRPJ (Imposto de Renda Pessoa Jurídica) e da CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) considera o lucro efetivamente obtido pela empresa.

Dessa forma, os tributos são calculados com base nos resultados reais do negócio, levando em consideração receitas, custos e despesas.

Uma das principais vantagens desse modelo é a possibilidade de pagar impostos compatíveis com a realidade financeira da empresa.

Além disso, empresas que possuem margens de lucro menores ou períodos de prejuízo podem encontrar mais vantagens nesse enquadramento.

Com a Reforma Tributária, o PIS e a Cofins foram substituídos pela CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), tributo federal que integra o novo modelo de IVA Dual.

Nesse cenário, empresas enquadradas no Lucro Real poderão continuar aproveitando créditos tributários relacionados às operações realizadas ao longo da cadeia econômica. 

Principais diferenças

A principal diferença entre o Lucro Real e o Lucro Presumido está na forma como a legislação calcula os impostos.

No Lucro Real, o IRPJ e a CSLL incidem sobre o lucro efetivamente obtido pela empresa durante o período de apuração.

Já no Lucro Presumido, a Receita Federal utiliza uma margem de lucro pré-estabelecida para calcular esses tributos.

Além disso, outra diferença importante envolve a complexidade da gestão contábil.

O Lucro Real exige controles financeiros mais detalhados, além de registros contábeis rigorosos para comprovar receitas, custos e despesas.

Por outro lado, o Lucro Presumido possui uma apuração mais simples, o que reduz parte das obrigações acessórias e da burocracia.

Qual o melhor para sua empresa? 

Para identificar a melhor opção para a sua empresa, é necessário analisar o faturamento, as despesas operacionais e a margem de lucro do negócio.

De forma geral, o Lucro Presumido costuma ser mais vantajoso para empresas que possuem margens de lucro elevadas e despesas operacionais menores.

Por esse motivo, escritórios, clínicas, consultorias e prestadores de serviços frequentemente optam por esse regime tributário.

Já o Lucro Real tende a ser mais indicado para empresas que possuem margens reduzidas ou custos operacionais elevados.

Esse cenário é comum em indústrias, distribuidoras e empresas do varejo, que normalmente trabalham com margens menores e maior volume de despesas.

Além disso, o Lucro Real permite que a tributação acompanhe os resultados efetivos da empresa, o que pode representar economia em determinados períodos.

Por isso, a empresa deve escolher o regime tributário com base em um planejamento alinhado à sua realidade.

Concluindo…

A escolha entre Lucro Real e Lucro Presumido pode impactar diretamente os resultados financeiros da empresa.

Dito isso, é fundamental que a empresa analise cada regime de acordo com seu faturamento, custos e objetivos.

Por isso, antes de tomar uma decisão, é fundamental avaliar o faturamento, as despesas e a margem de lucro da empresa.

Com um planejamento tributário adequado, é possível reduzir custos, aumentar a eficiência financeira e garantir mais segurança para o crescimento do negócio.

Contar com o apoio de profissionais contábeis também ajuda a identificar o enquadramento mais vantajoso para cada situação.

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