O Brasil é um dos países do mundo com a maior carga tributária. Em 2025, o país atingiu o maior nível da série histórica por conta dos impostos federais.
A carga tributária chegou a 32,4% do PIB, principalmente por conta do aumento de tributos como o IPF (Imposto sobre Operações Financeiras).
Neste artigo, vamos entender como se é possível empresas e pequenos negócios reduzirem os custos utilizando estratégias.
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Quais são os principais tributos?
Muitas empresas, instituições e indústrias estão sujeitas ao pagamento de diversos tributos que incidem sobre a produção, comercialização de mercadorias e prestação de serviços.
Além disso, a quantidade de tributos pode variar conforme a atividade exercida e o regime tributário adotado pela empresa.
Por esse motivo, alguns negócios possuem uma carga tributária maior, enquanto outros conseguem operar com menos incidências fiscais.
Entre os principais tributos pagos pelas empresas estão impostos federais, estaduais e municipais.
Por exemplo, algumas das obrigações mais comuns são:
- IRPJ (Imposto de Renda Pessoa Jurídica);
- CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido);
- CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços);
- IBS (Imposto sobre Bens e Serviços);
- Imposto Seletivo (em atividades específicas);
- IPTU de imóveis utilizados pela empresa;
- Taxas e contribuições relacionadas à atividade econômica.
Dependendo da atividade econômica, ainda podem existir taxas, contribuições específicas e tributos municipais relacionados ao funcionamento da empresa.
Por esse motivo, conhecer quais impostos incidem sobre o negócio é fundamental para identificar oportunidades de economia e evitar pagamentos desnecessários.
Regime tributário
Além de conhecer os tributos que incidem sobre a empresa, é importante entender que a escolha do regime tributário influencia diretamente os custos do negócio.
Afinal, cada regime possui regras específicas para cálculo, recolhimento e apuração dos impostos que impactam o resultado financeiro da empresa.
Por esse motivo, uma escolha inadequada pode aumentar a carga tributária e comprometer parte da rentabilidade das operações.
No Brasil, os principais regimes tributários são o Simples Nacional, o Lucro Presumido e o Lucro Real.
Cada modelo atende empresas com perfis diferentes de faturamento, margem de lucro, estrutura operacional e necessidades de gestão.
Por exemplo, empresas com margens de lucro mais elevadas podem encontrar vantagens em determinados enquadramentos tributários.
Já negócios que possuem custos operacionais elevados podem obter benefícios ao optar por outros regimes tributários.
Além disso, a escolha correta permite aproveitar incentivos fiscais, oportunidades de economia e benefícios previstos pela legislação.
Por isso, o planejamento tributário é uma das estratégias mais eficientes para reduzir custos e aumentar a competitividade da empresa.
Antes de definir o regime tributário, vale analisar faturamento, despesas, margem de lucro e projeções de crescimento do negócio.
Quais são os principais impostos?
Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ)
O IRPJ é um dos principais tributos pagos pelas empresas no Brasil.
Ele incide sobre os lucros obtidos pela atividade empresarial e sua cobrança varia conforme o regime tributário adotado.
Empresas enquadradas no Lucro Real calculam o imposto sobre o lucro efetivamente apurado.
Já empresas do Lucro Presumido utilizam uma margem de lucro estimada pela legislação para realizar esse cálculo.
Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL)
A CSLL também incide sobre os resultados financeiros da empresa.
Esse tributo possui como objetivo financiar a seguridade social, que engloba áreas como saúde pública, assistência social e previdência.
Assim como o IRPJ, a forma de cálculo depende do regime tributário escolhido pela empresa.
Por isso, os dois tributos costumam representar uma parcela importante dos custos tributários das organizações.
Imposto Sobre Bens e Serviços (IBS)
O IBS foi criado pela Reforma Tributária para substituir gradualmente dois tributos bastante conhecidos pelas empresas: o ICMS e o ISS.
Esse imposto ficará sob responsabilidade dos estados e municípios e será aplicado sobre o consumo de bens e serviços.
A proposta busca simplificar a tributação e reduzir a quantidade de regras diferentes existentes atualmente no país.
Contribuição Social sobre Bens e Serviços (CBS)
A CBS é o tributo federal que substituirá o PIS e a Cofins.
Assim como o IBS, ela faz parte do modelo de IVA Dual adotado pela Reforma Tributária.
Sua principal proposta é simplificar a cobrança de tributos sobre o consumo e permitir maior aproveitamento de créditos tributários.
Juntas, CBS e IBS formarão a nova estrutura de tributação sobre bens e serviços no Brasil.
Por isso, empresas de todos os portes precisarão acompanhar essas mudanças e adaptar seus planejamentos tributários.
Concluindo…
A carga tributária continua sendo um dos principais desafios para empresas de todos os portes no Brasil.
No entanto, reduzir custos não significa deixar de pagar impostos, mas sim adotar estratégias que tornem a gestão tributária mais eficiente.
Escolher o regime tributário adequado, conhecer os principais tributos e realizar um planejamento fiscal são medidas que podem gerar economia.
Por isso, contar com acompanhamento contábil especializado ajuda a identificar oportunidades e tomar decisões mais seguras.
O Escritório Corintiano pode ajudar sua empresa a analisar a carga tributária, revisar enquadramentos e desenvolver estratégias alinhadas à legislação vigente.
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